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sexta-feira, janeiro 03, 2014

"Il sole"







Il sole che riscalda,
Il sole che brucia,
È il sole splende,
E 'il sole che illumina,
E 'il sole che riscalda,
E 'il sole che alimenta.
Senza di essa, nulla è possibile,
L'eccesso di esso,
Stermina tutto.
Ma è grazie a lui,
Produciamo il pane,
Che cosa è ogni nostro giorno.
È il Sole che è la medicina,
E 'il sole che è veleno,
È il Sole che ci salva,
E 'il sole che ci uccide.
Quando abusato,
Lasciaci prostrato,
Bruciare con febbre,
E spesso costretto a letto.
E 'il sole che ci guarisce
E languiva sotto il sole,
E 'il sole che è benedetto,
E 'il sole che è maledetto.
Beato, sole maledetto,
Che dire le nostre teste,
Genera la vita, porta la morte

quinta-feira, janeiro 02, 2014


“O Sol”







O Sol que aquece,


O Sol que queima,
É o Sol que brilha,
É o Sol que ilumina,
É o Sol que acalenta,
É o Sol que alimenta.
Sem ele, nada é possível,
O excesso dele,
Tudo extermina.
Mas, é graças a ele,
Que produzimos o pão,
Que é nosso a cada dia.
É o Sol que é remédio,
É o sol que é veneno,
É o Sol que nos salva,
É o Sol que nos mata.
Quando mal usado,
Nos deixa prostrado,
Ardendo em febre,
E quase sempre acamado.
É o sol que nos cura,
É o sol que nos adoece,
É o sol que é bendito,
É o sol que é maldito.
Bendito, maldito sol,
Que sobre nossas cabeças,
Gera vida, gera a morte.

02/01/2014

"Troca de gentileza"




Troca de gentileza nunca foi meu forte, no entanto, sou educado o suficiente para jamais magoar alguém. Autointitular-se sincero demais, é como atirar um bumerangue com muita força e rezar para que ele não volte. Certa vez, um homem atirou um bumerangue com muita força e em seguida correu a tempo de pega-lo de volta mas, ele não contava que a força fora excessiva e teve os dedos da mão direita decepados. Tornamo-nos frágeis quando subservientes da arrogância e magoamos alguém pelo simples fato de autointitularmo-nos "sinceros" demais.
“Confiança e amizade”



Ao aposentar-se, Osvaldo resolveu que todo dia iria ler seu jornal na praça que ficava próximo de sua residência, onde, além da sombra de uma arvore, ele desfrutaria de paz e tranquilidade. 
No primeiro dia, ele chegou à praça bem cedo e logo viu o banco ideal para sua leitura de jornal, que ficava embaixo de uma frondosa arvore, na lada oposto da praça. Mas, havia um problema que lhe saltou aos olhos. Sob o banco se instalara um cão de porte médio e raça desconhecida, isto é, um vira-lata. Vira-lata ou não, ele parecia ser pouco amistoso, pois qualquer um que se aproximasse dele era atacado com uma fúria avassaladora.
Osvaldo bem que tentou, mas o cão o atacou e o pôs para correr em direção ao outro lado da praça, o que o fez desistir e ir ler seu jornal em casa. Durante a noite, ficou imaginando como faria para se aproximar do cão sem despertar tamanha fúria e ganhar sua confiança e amizade. No dia seguinte, com o jornal embaixo do braço, Osvaldo chegou à praça e sentou-se em um banco longe daquele onde o cão havia se aninhado. Vez ou outro ele levantava os olhos do jornal e olhava em direção ao cão, que imediatamente levantava a cabeça e com as orelhas em pé o olhava com cara de poucos amigos. O tempo passou e ao terminar de ler seu jornal, Osvaldo levantou-se, dobrou o jornal e sem olhar para o cão retirou-se em direção à rua e ao atravessa-la deu uma última olhada em direção ao cão, vendo-o cheirando o banco onde estivera sentado lendo o jornal. Isto significava que o cão estava se familiarizando com o seu odor e assim conhecendo sua identidade.
No dia seguinte, no mesmo horário, Osvaldo chegou à praça com seu jornal embaixo do braço e foi sentar-se em um banco um pouco mais a diante, mas ainda assim longe do cão. Osvaldo, sempre prudente, abriu o jornal com o máximo cuidado e com o canto dos olhos verificou a atitude do cão. Viu-o sentado, com as orelhas em pé, mas, aparentemente não estava bravo, apenas curioso. Inesperadamente, o cão levantou-se e andou por aproximadamente um metro, parou, sentou-se e ficou ali, com o olhar fixo em Osvaldo sem mexer um músculo. Terminada a leitura, Osvaldo fechou o jornal e desta vez olhou em direção ao cão que lá estava, sem se mexer, apenas olhando e disse: “Até amanhã, amiguinho”. O cão ameaçou balançar o rabo, mas, ficou por isso mesmo.
No terceiro dia, Osvaldo chegou animado, escolheu um banco mais próximo do cão e sentou-se. O cão, por sua vez, andou cerca de dois metros e meio e se sentou sobre as duas patas traseiras, mantendo as orelhas eretas e os olhos fixos sobre Osvaldo que tirou do bolso da camisa um biscoito para cães e suavemente o jogou em direção ao cão, que continuou olhando para ele, sem se interessar pelo biscoito. Osvaldo voltou-se para o jornal e continuou sua leitura, deixando o cão de lado. Após alguns minutos, ele discretamente levantou o olhar e viu que o cão estava mastigando o biscoito, mas, sem tirar os olhos dele. Terminada a leitura, ele levantou-se. O cão também se levantou, mas, estava sereno e apenas olhava curioso. Osvaldo colocou o jornal embaixo do braço e virando-se para o cão disse: “Até amanhã meu amigo”. Atravessou a praça e ao chegar à rua olhou para trás e viu que o cão estava no mesmo lugar, mas, dessa vez, sua cauda estava balançando. Isto significava um gesto não só de amizade, mas, também de confiança.
A cada dia, Osvaldo se aproximava um pouco mais do cão, e este, também se aproximava um pouco mais dele. A chegada de Osvaldo já não era silenciosa e ainda que a certa distância, ele era saudado pelo cão através de talvez meia dúzia de latidos e abanos de cauda entusiastas. Assim, nasceu entre eles uma grande amizade cheia de carinho, respeito e extrema confiança. Ninguém chegava até Osvaldo sem passar antes pelo seu cão de guarda, como gostava de dizer Osvaldo a todos que o procuravam para conversar. Foi uma relação de amizade e confiança que durou até o final da vida do Osvaldo muito tempo depois. Quando o Osvaldo morreu, o cão ficava sentado, com as orelhas em pé aguardando a chegada dele até certo horário. Como ele não aparecia, o cão comia a ração fornecida pela população e seguia em direção ao cemitério, então, sentava-se ao lado da campa de Osvaldo e lá permanecia, com sol forte ou intensa chuva até o escurecer, quando então voltava para a praça e aninhando-se sob o banco, dormia até o dia seguinte, quando tudo recomeçava. Até que um dia, o cão não mais acordou, tinha ido de encontro ao seu amado dono e provavelmente deva estar sentado ao lado de Osvaldo, protegendo-o, enquanto ele lê seu jornal em alguma praça no céu.
Assim deveria ser a relação dos seres humanos, começando com cautela, respeito e conquistando passo a passo a confiança e por fim a amizade sincera e duradoura. A amizade que brilharia pelo resto de nossas vidas ou talvez, até o final dos tempos.



30/12/2013

“Minha estrada”






A estrada muito longa,
Não me incomoda muito,
Mas o tempo tão curto,
Este sim, me preocupa.

As pedras tão pontiagudas,

Espalhadas pelo caminho,
Podem sangrar meus pés,
Mas não podem ferir m’alma.
Cominho por esta estrada,
Desde o inicio da minha vida,
Vivi de tudo e sofri por tudo,
Também já enganei a morte,
Confesso que foi por pouco.
Sou como o mochileiro,
Talvez até um Pelegrino,
Que faz de sua longa estrada,
Sua razão de vida e objetivo.
Encontrei pelo caminho,
Além de pedras, muita maldade,
Gente falsa, que caminhava,
Na contramão da verdade.
Ah!...Mas não se engane,
A jornada foi longa e difícil,
Mas, quando olho à minha frente,
Não vejo a noite, vejo o Sol nascente.

19/12/2013

segunda-feira, dezembro 09, 2013

“A estrela”



Símbolo máximo da fé judaica, a estrela sempre esteve presente na vida e na história do povo judeu. E segundo os Evangelhos, foi uma delas que guiou os Reis magos até um recém-nascido judeuzinho que se tornaria o mais importante judeu na história da humanidade. O pequeno judeu que recebeu o nome de Jesus foi considerado por alguns apenas um grande profeta, por outros um espírito evoluído e por milhões de pessoas como o filho de Deus. Não importa como o vejam, o importante é seguirmos seus ensinamentos e aprendermos a viver em comunhão com o Criador, segundo suas leis e cumprindo nossos deveres como seres espirituais em evolução. Ele nos ensinou que o caminho para nossa evolução espiritual passa pela compaixão, tolerância, desapego aos bens materiais e amor ao próximo. O judeu nazareno deixou um legado inquestionável com relação às questões éticas e sociopolíticas (de cidadania) que envolvem direitos e deveres, justiça e injustiça, lei e punição, proibição e liberdade, responsabilidade e marginalidade, conduta pessoal e relacionamentos humanos, que permanecem atuais e onipresentes. Por isso, o dia 25 de Dezembro, escolhido para comemorar o dia do seu nascimento, não deveria ser tratado de forma tão comercial como vem sendo feito em toda a Aldeia Global. Deveria sim, ser utilizado para a comunhão entre os seres humanos em benefício do amor ao próximo e a fé no Criador. Ele se foi, para muito além das Galáxias, em direção a Estrela Maior, que fica dentro do coração do Criador, mas, seu legado ficou para toda a Eternidade. Que este e todos os natais do futuro sejam fonte de amor ao próximo e não um simples comercio. FELIZ NATAL.


“De repente”



Como foi? Não me lembro.
Foi quase que de repente,
No começo, o princípio do nada, 
A inexistência do tudo.
O frio gume do silêncio,
Rasgando e dilacerando a carne,
Ferindo e retalhando a alma.
A malha implacável da angústia,
Sufocando a vida e despertando fúria.
A ponta aguçada da tristeza,
Destruindo sonhos, deixando incertezas.
A busca da paz, a deserção do mundo,
A procura de alguém, num sono profundo. 
E então aconteceu, como? Não sei.
Foi tão rápido quanto um raio, 
Como a luz que percorre o espaço,
Deixando no tempo, o tempo passado.
De repente... 
A luz brilhou, clareando tudo,
Luziu com força, iluminando o mundo,
Despertando n’alma um amor profundo.
Foi de repente, quase num repente,
Não houve tempo para pensar.
Num momento não sentia nada,
Não queria nada, não amava nada.
Então, foi num relance,
Quase que num repente,
Que você surgiu na minha frente, 
Despertando minha mente.
E com seu despertar, Descobri naquele instante,
O quanto era importante, Poder voltar a amar.
Foi de repente... Foi assim, num repente...

segunda-feira, dezembro 02, 2013

Você acha que tem problema?Pois então escute esta:

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O meu pai está desempregado,
E anda muito preocupado,
Com esta situação.
A muito tempo não tem dinheiro,
Nem mesmo pra comprar o pão,
Quem dirá ter dinheiro,
Pra comprar arroz e feijão.
Minha mãe tá muito doente,
O médico disse que é depressão,
Eu na verdade acredito não,
É falta de comida irmão.
Tá difícil meu irmão,
Vou cair nesse mundão,
Que é pura ilusão,
Vou cair, mas com cuidado,
Pra não dar com a cara no chão.
Pobre, negro e desempregado,
Quando tá doente,
Ninguém liga não,
Todo mundo tira sarro,
Dizendo que tá bichado.

Composto por: Maria FS Leggiero

Nuvens que passam

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Você mais que ninguém tentou,
Isso mesmo tentou e conseguiu,
Conseguiu fazer de mim,
Um ser humano bem melhor.
Você, mais que ninguém sofreu,
Mas nunca reclamou enquanto tentava,
Melhorar o que havia de pior em mim,
Sim, o pior que pode haver num ser humano.
Mas, enquanto você tentava,
Eu olhava discretamente ao meu redor,
Analisando todas as possibilidades,
De criar para nós um lugar melhor.
Enquanto você tentava,
Uma espessa nuvem de inverno,
Tingia de cinza escura,
O sol que iluminava nossa vida.
No entanto, as nuvens passam,
Dissipam-se através do céu,
Abrindo espaço pouco a pouco,
Para que surjam raios do Sol.
Você, mais que ninguém conseguiu,
Lançar para longe as nuvens de inverno,
Que escureciam nosso mundo,
Fazendo de nossas vidas um inferno.
E foi graças a você querida,
Que as nuvens cinzentas se foram,
Como passam as nuvens de inverno,
Dando lugar a alegria da primavera.


Jose Carlos Leggiero Escritor.

sábado, novembro 23, 2013


“Sem você”




Não, jamais pude esquecer,
Daquela noite de verão,
Ou do seu rosto, seu sorriso,
Doces momentos de uma paixão.
Foi sorrindo para mim,
Com certo pesar de tristeza,
Refletindo-se no brilho dos seus olhos,
Que você sumiu pela noite densa.
Não, eu não posso esquecer,
Quando o amanhã chegar,
Todas minhas dores,
Que passei, só por te amar.
Não, não posso esquecer,
Que um dia estivemos juntos,
Mas, então deixei que você fosse,
Separando para sempre nosso mundo.
Porém, agora é justo que saiba,
O que você deveria saber,
Não, não posso mais viver,
Não posso viver se for sem você.

22 de Novembro de 2013
- José Carlos Leggiero

quinta-feira, novembro 14, 2013











Show do Bee Gees - How Can You Mend  a Broken (LEGENDADO)


segunda-feira, outubro 28, 2013

"Uma luz na janela"

Uma luz foi colocada na janela,
Para quando você estiver voltando,
Ah! Sim, voltando para casa.
Enquanto a luz estiver brilhando,
Seu caminho será iluminado.
É muito bom voltar para casa,
Com a sensação maravilhosa,
De que o dever foi cumprido.
Destinada a ficar por aqui,
Por pouco tempo,
Você brilhou em nossa vida,
Como as estrelas que estão no céu.
De repente, você foi embora,
Deve ter despertado seu velho
Espírito de viajar.
Você está voltando para casa,
Então, colocaram uma luz na janela,
Pois enquanto você ver a luz,
Saberá que está voltando,
Ah, sim. Voltando para casa.
Quanto a mim,
Ainda continuo aqui,
Mas, quando eu voltar para casa,
Por favor, acenda na janela,
Uma luz para mim.



Para minha querida cunhada
Maria do Carmo Vitorino (Carmen) que nos deixou
Recentemente. Saudades...

domingo, outubro 20, 2013

1964 - A ditadura por José Carlos Leggiero


No final dos anos 60, participei de vários movimentos contra a ditadura militar. Andei com amigos ao qual chamava de companheiros pelas noites frias da minha São Paulo, pichei "Abaixo a ditadura" em várias paredes e nos muros ao longo da via férrea. Participei de várias manifestações estudantis e passeatas pelas ruas da cidade. Fui preso e apanhei da polícia que representava o estado de exceção, o Estado opressor, um governo de mentiras e criminoso. Por tudo que passei na minha vida, espero que tenha valido apena pois, o objetivo era criar para o futuro dos meus descendentes um Estado de direito e democracia plena. Sou contra qualquer tipo de violência mas, ensinei meus filhos a jamais se encolherem diante de um oponente opressor. Passei-lhes qualidades éticas e morais que irão nortear suas vidas. Ensinei-lhes que dinheiro e poder não é tudo, sendo o respeito, o amor e a fraternidade os maiores tesouros que um ser humano pode acumular. Muitos que na minha juventude empunhavam a bandeira da liberdade, hoje são políticos que nos causam nojo e vergonha.

quarta-feira, outubro 16, 2013

  "Com licença!”


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Com licença! Quero ser feliz.
Não, não se espante com isso,
é isso mesmo que você ouviu,
quero, preciso e vou se feliz,
ainda que seja sem você.
Sim, sou eu, a mesma pessoa,
que um dia te disse amar,
e você em sua mesquinhez,
seu sórdido egoísmo e desprezo,
jamais se importou ou amou.
Desculpe-me, mas cansei de tudo,
seja do teu desprezo por mim,
ou pelas migalhas de carinho,
que relutantemente você me dava.
Cansei de rastejar aos seus pés,
e implorar com lágrimas nos olhos,
por raros momentos de felicidade.
Ora, ficou em choque com isto?
azar seu, pois durante muito tempo,
fui eu que fiquei triste e em choque,
quando você destruiu meus sonhos,
martirizou minha frágil alma,
E estraçalhou meu pobre coração.
Se vou sofrer? Claro que vou.
Quem não sofre,quando tem na alma,
a essência que nos conduz ao amor?
Não,não se preocupe,estarei feliz,
ainda que minha vida infeliz,
que um dias foi apenas você,
seja destruída pela saudades.
Sim, mesmo assim, serei feliz,
ainda que pese a lembrança,
do grande amor que nos uniu.
Mas,chega!Basta!Cansei de você.
Sim, com licença!Agora vou ser feliz.
Vou seguir meu solitário caminho,
em busca da almejada felicidade.


                           

domingo, setembro 22, 2013

                                        “Papo de bêbado”


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Notívago por natureza passei grande parte da minha vida profissional trabalhando no horário noturno em dois grandes jornais de São Paulo. Era comum, ao término da jornada de trabalho, encontrarmo-nos No bar e restaurante aberto 24hs. Que ficava –e ainda existe- na Rua Major Quedinho, para uma refeição, um lanche ou simplesmente tomar uma cerveja bem gelada, acompanhada de salgadinhos.


Numa dessas vezes, sentei-me ao lado de um colega de trabalho, que era famoso por falar demais, comer pouco e beber em excesso. Então, uma hora e várias cervejas depois ele virou-se para mim e disse com uma voz de quem está com a boca cheia de algodão.


-Você já ouviu a história da mulher que xubia no telhado e uivava para a Lua?


-Não, mas parece se interessante – Respondi.


-Bom, de fato é.


-Então conta pô!


-Bem... ela coxtumava...xubir...no...


Passaram-se alguns segundos e nada dele falar. Ele ficava olhando para a ponta do balcão e balançando a cabeça de forma negativa.


-O que foi, vai contar a história ou não?


-É que eu txô vendo aquelas gêmeas no final do balcão. O exxtranho é que quando fexxo um olho,uma delas se esconde atráx do balcão, txa vendo?


-Que gêmeas, já tá chapado? Lá tem só uma garota.


-Ah, será que eu txô bêbado?


-Deixa prá lá, me conta a história da mulher que uivava no telhado.


-Mulher que uivava no telhado? Xê tá doidão!?


-eu que tõ doidão, cara!? É você que tá vendo em dobro, além disso, quem começou a história da mulher que subia no telhado e uivava pra lua foi você.


-Hic!...Hic!... calma, não precisa gritar, eu conto a hixtória da mulher que voava pra lua.


-Que voava? Tá louco? Você disse que a mulher uivava pra lua.


-Mulher xe uivava pra lua? Sei disso não...voxê...precixa...parar de beber.


-Pô, já disse que não bebo. Quer contar logo essa merda de história. Agora fiquei curioso.


-Calma, cuidado com o palavrão, eu...Hic!...Hic!...Vou contar a historia da mulher que dançava pra lua.


-Que cantava, cara.Pô! Você tá muito bêbado.


-Eu, bêbado? Voxê que vem com essa hixtoria da...Hic!...Hic!...mulher que dançava pra lua.


-Quer saber? Vá pro inferno você a mulher que uivava pra lua.


-txa vendo? Voxê txa tão doidão que nem vê as gêmeas, fica falando da mulher que cagava pra lua.


A esta altura, perdi a paciência e pagando a conta fui embora. Até hoje, não sei por que a mulher uivava pra lua. Já que no dia seguinte ele nem lembrava que esteve no bar.


-Bar, que bar? Sei disso não... Acho que nem passei perto do bar ontem.


Aprendi uma lição: ”Nunca, jamais, devemos dar ouvido a conversa de bêbado”.





JC Leggiero 22/09/2013

quinta-feira, setembro 19, 2013

              “Minha culpa”

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Às vezes. Sinto que não te amei,
Tanto quanto deveria ter amado;
Talvez eu não tenha demonstrado meu amor,
Tanto quanto eu poderia demonstrar.
São coisas que eu deveria ter dito ou feito,
Mas, não disse, não fiz, não tive tempo;
No entanto, nunca deixei de pensar em você,
Sim, em você que nunca deixou minha mente.
Acho que meus abraços não foram suficientes,
Quando estávamos apenas nós dois;
Acredito que pensava, mas eu nunca disse:
“É teu meu amor e minha vida”.
No meu coração é seu o primeiro lugar,
Sei que para você fui ausente, talvez negligente;
Mas, pode ter certeza de uma coisa,
Você nunca saiu da minha mente.
Ainda guardo em minhas lembranças,
Coisas que eu deveria ter dito ou feito,
Mas, acredite, não fiz e também não disse,
 Simplesmente porque não houve tempo.
Isso mesmo, após todo esse tempo,
Quando as rugas se fazem presente,
Pensamentos furtivos surgem flutuando,
No crepúsculo agora  envolto em névoa púrpura.
Às vezes, fico imerso em meus pensamentos,
Nos belos sonhos que não aconteceram,
Nos grandes ideais que não se realizaram,
Em nossos pequenos, porem valorosos momentos.
Claro que foi tudo por minha culpa,
Quanto a isso, lógico que não há dúvida,
Mas, parei de olhar para trás, parei de pensar,
Minha culpa ou não, os sonhos não vão se realizar.
                                                 

18/09/2013  Leggiero (JC)

quarta-feira, setembro 04, 2013

                                        “Ponto de vista”



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Tem pessoas que são insistentes nas questões religiosas, que se esquecem do direito de outras pessoas de pensarem de modo diferente. São tão fanáticos e cegos que nem Jesus ligava para o que eles diziam, tanto que Ele disse: “Deixe-os, são cegos conduzindo cegos, fatalmente cairão no buraco”.


Saint Exupéry escreveu: ”A descrição consiste em não insistires sobre o que me queres fazer ver". Sempre segui essa máxima, e jamais induzi alguém a olhar a religião do meu ponto de vista. No entanto, inúmeras pessoas não se conformam com a forma que eu vejo as coisas divinas e insistem que a única forma de encontrar Deus é a delas. Sendo assim, quando alguém começa a ler trechos da Bíblia para mim, sinto que tal pessoa me considera um analfabeto e um idiota com a mentalidade de uma criança com cinco anos de idade. Na verdade, ela quer que eu veja a “verdade” dela, o que configura uma violência religiosa, da mesma forma que fazem alguns líderes religiosos.


Sempre li a Bíblia, não por obrigação, mas sim por vontade de conhecer os ensinamentos de Jesus. Quanto mais leio os Evangelhos, mais aprendo os conceitos de amor ao próximo e fraternidade Universal. Isto me fortalece como cristão (Católico)e me ajuda a evoluir espiritualmente.


Aprendi que mais religioso do que os fanáticos por igrejas, seja qual for a denominação, é aquele que transita pelo Mundo com o coração aberto a justiça e o amor ao próximo. Sinto a presença Dele do meu ponto de vista, não do ponto de vista dos outros.


Assim, às vezes, tenho vontade de gritar para quem me torra o saco com capítulos e versículos erradamente extraídos da Bíblia: “Por favor, me deixe em paz, sou católico apostólico romano, mas não faço mal a ninguém”.

04/09/2013

terça-feira, março 20, 2012

"A graça recebida"

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Quando a noite se fez, o passadiço do navio se tornou escuro e silencioso, apenas uma lanterna balançava sobre o mastro principal, lançando uma tênue réstia de luz sobre a entrada que dava para o porão. O navio de bandeira inglesa tinha em seu bojo uma carga peculiar, uma das cargas mais infames transportada por um navio. A raça humana não poderia ter descido a um nível mais baixo que este: O transporte de seres humanos em condições de escravidão.
Amortecidos por generosas doses de conhaque, os homens da tripulação espalhados pelo alojamento e parte do convés, dormiam profundamente, pouco se importando com o balanço do navio. O vigia, acomodado na cesta da gávea, tentava se manter acordado contando as estrelas e observando a linha do horizonte. No porão, a carga “Preciosa” composta por homens, mulheres e crianças, tentava se acomodar da melhor maneira possível na tentativa de dormir, mesmo com o ar saturado e o calor infernal que tornava o simples ato de respirar um fardo quase impossível de carregar. Eram comuns, durante a noite, membros da tripulação que perdiam o sono, ouvir sons de lamuria e lamento emitido pelos escravos, melancólicos e saudosos de sua terra natal, da qual sabiam que nunca mais veriam. Alguns desses sons soavam como musicas carregada de uma tristeza sem fim que em alguns casos, penetravam na alma de algum tripulante ou até mesmo do capitão do navio, que ao aportarem no novo mundo, desistiam das viagens e tornavam-se cristãos na tentativa de lavar a alma pelos pecados cometidos. Tais homens, após espiarem seus pecados através de orações e profundas meditações, tornavam-se membros ativos de organizações que lutavam contra o tráfico de escravos.
Com o capitão John Newton não seria diferente. Antes de encontrar o caminho para se aproximar de Deus, ele era o capitão de um navio de escravos que vinha da África Ocidental. Numa dessas noites uma terrível tempestade afundou o navio sob seu comando, John se ajoelhou e pediu clemência ao Criador. Foi atendido e a partir daí passou a acreditar que o Criador ouve e atende orações mesmo feita pelo pior dos homens. Após aquele tempo, John tornou-se pregador da palavra do Criador e escritor de hinos. Foi quando se lembrou que certa vez ao caminhar pelo convés do navio, ele escutou os gemidos vindos do porão, e muitos acreditam que foi assim que ele ouviu entre as lamúrias uma triste canção a qual denominou “Revendo a fé e Expectativa”, mais conhecida como “Graça Recebida”. Ajustando suas palavras a uma melodia escrava composta com poucas notas, ele escreveu uma Ode ao Todo Poderoso em agradecimento pela Graça recebida. John fez a letra baseado em sua experiência pessoal, no entanto, o autor da melodia permanece desconhecido, pois John jamais chegou a ver a face ou soube quem era o homem que em tom de lamuria entoava tão bela melodia. Na musica, ele diz que estava cego, mas agora, através do sofrimento dos negros ele podia ver com clareza e seu caminho foi iluminado pela presença de Deus.
John teve um novo recomeço e sua música ganhou o Mundo e conquistou corações, levantando a cabeça de desesperados e amolecendo os mais duros corações, tornando-se um dos mais belos hinos e comprovando que mesmo dos mais infames atos que possam ser praticados pela humanidade, ainda assim se faz presente a beleza do Criador. Um simples escravo e um ex-capitão de um navio negreiro nos ensinaram que quando louvamos a Deus com fé em nossos corações, brilhamos tanto quanto as estrelas que estão no céu. Não foi por acaso que o caminho de ambos se cruzou, a Graça e a presença do Criador surgem nos momentos mais críticos de nossas vidas, para vê-los, basta abrirmos nossos olhos e corações.
No Universo, a musica se faz presente e seu maestro é o Criador, para ouvi-la e receber a Graça basta buscarmos a presença dele.

sábado, julho 02, 2011

A História dos Bee Gees







sábado, dezembro 13, 2008

“Maridos – pombos”

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Numa loja de conveniência duas amigas, Marta e Renata, que não se viam há muito tempo, encontram-se na porta do estabelecimento:
- Oi, Marta! Há quanto tempo não nos vemos. Como vão as coisas?
- Olá, vou bem Renata e você?
- ah.... Mais ou menos, sabe como é né, a gente sempre tem problemas com
os filhos e o marido. Aliás, você soube o que houve com a Marisa que casou
com Flávio da dona Virginia?
- Não, o que? Perguntou Renata, sem muito interesse, pois sabia que a Marta adorava uma fofoca, principalmente sobre a desgraça alheia. Além
disso, não estava gostando do rumo que a conversa tomava.
- Menina.... Nem te conto! A Marisa pegou o Flávio com outra no motel
e foi um auê danado. Ele nem voltou para casa e agora ela está lutando na
justiça pra ficar com tudo e mais a pensão. Bem feito pra ele.
- É Renata, a vida tem dessas coisas. Só acho que cada pessoa tem uma
maneira de lidar com as adversidades da vida. Eu se estivesse no lugar dela,
deixaria as coisas se acalmarem e tentaria encontrar uma maneira de trazê-lo
de volta ao lar para junto dos filhos.
- O que?! Você está louca, aceitá-lo de volta depois do que fez?! Exclamou espantada Renata.
- Bom.... Na verdade, ele não fez nada mais do que seguir o instinto natural
que faz parte da natureza humana. Dentro do reino animal, podemos dizer que
o homem pode ser comparado a vários tipos de macho que só quer espalhar seu
sêmem por toda parte,apenas para garantir sua reprodução. Na verdade, eles
(os homens) são seres visuais e agem nos relacionamentos de acordo com o que
vêem, ou seja, diferentemente de nós mulheres, em sua grande maioria seres sentimentais. Nós as mulheres, somos maternalista em nossos sentimentos e até
tendemos a agir com nossos maridos tal qual agimos com nossos filhos, ao invés
de triná-los como maridos-pombos.
-Maridos-pombos? Ué, o que tem a ver?
- Veja bem Renata, maridos são como pombos correios, se o treinador
for bom, eles sempre voltam para casa não importando para onde foram
levados. Nós (as mulheres) nascemos com a habilidade nata de treinadoras,
poder de persuasão e instinto feminino que juntas, pode e deve serem usadas
por cada uma para manterem seus maridos dentro de casa. Se o treinamento
é ruim, a tendência do treinando é, naturalmente, escapar e buscar abrigo em
outro lugar longe do habitat natural. Faz parte do relacionamento, a mulher
mostrar-se ao homem da forma que ele gosta de vê-la, ou seja agradá-lo de
forma visual, independentemente de seu dia com as tarefas diárias e com os
filhos terem sidos muito difíceis. Como eu disse antes, o homem no que se
refere à relacionamentos amorosos, é um ser visual e se mantêm fiel apenas
naquilo que vê e gosta, independente de sentimentos mais profundos. Aliás,
é bom que se frise que fazem apenas cinco mil anos que o homem descobriu
que tinha participação na procriação dos filhos e antes disso, o seres humanos
viviam em comunidades, onde homens e mulheres trocavam de parceiros sem
a menor cerimônia. Por essa época, o homem descobriu que poderia possuir se
quisesse propriedades privada e amealhar fortuna e sendo assim, criou-se então
a necessidade de passá-las a seus herdeiros legítimos (filhos) nascendo dessa
forma ao menos dentro de círculos mais abastados a monogamia. Antes disso,
os filhos eram de todos e todos cuidavam dos filhos uns dos outros como se
fossem seus. Mais tarde, a religião surgiu para instituir o matrimônio atrelado
ao comportamento monogâmico como única forma de conduta cultural aceita
por povos dito civilizados, tentando assim erradicar a poligamia e punir os
infiéis com severas penas que em algumas civilizações chegavam à morte e a
danação eterna. Além de tudo isso, nós mulheres, somos seres geratrizes que
trazem ao mundo bebes (homens e mulheres) que necessitam da figura paterna
durante o crescimento. Quanto ao termo traição, é muito forte para ser usado
num relacionamento monógamo, onde cada um cuida da propia vida e nunca
dividem seus problemas, suas dúvidas e necessidades mais prementes.
- Mas.... Mas......
- Desculpe-me Renata, já é muito tarde e além de algumas coisas por fazer
tenho que preparar o jantar, pois meu marido, como muitos, gosta de chegar
em casa cedo, jantar e dividir comigo o sofá da sala assistindo tv. Um outro dia,
com mais tempo a gente volta ao assunto, OK ?
- “Uau! Da forma como ela colocou as coisas, uma mulher quando quer
e usando suas habilidades naturais consegue treinar um homem de tal forma
que ele só terá olhos para ela.” Pensou Marta.
Marta ficou olhando Renata que desaparecia através da porta da loja em
direção de seus afazeres. Não havia como era seu habito, retrucado a idéia
de sua amiga, pois havia ficado perplexa com a explanação da amiga por quem
nutria grande admiração e considerava muito inteligente.
Apesar de não concordar plenamente com Renata, algo o incomodava,
mas...o que seria? Talvez estivesse com inveja da amiga que estava casada a
quinze anos com seu marido e eram muito ligados e felizes, enquanto ela já
estava no terceiro relacionamento e mesmo esse estava com os dia contados.
- “Bem, não há nada que se possa fazer a respeito -pensou- pois em nossa sociedade cultural não há espaço para poligamia e o casamento tem o sentido
de posse, ou seja, é como se os dois se tornassem sócios em um empreendimento”. Viajou Marta em seus pensamentos. Mas tudo se dissipou quando Marta viu o preço absurdo nas etiquetas dos produtos que queria comprar. Afinal, com ou sem
marido, a vida tem que continuar pois a mulher moderna é independente e sabe decidir aquilo que é melhor para sua vida pessoal.
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